Política Nacional

Ex-governador de Goiás, Marconi Perillo é preso

O ex-governador do Estado de Goiás Marconi Perillo (PSDB) foi preso na tarde desta quarta-feira (10). O tucano é um dos investigados pela Operação Cash Delivery, que foi deflagrada no último dia 28 de setembro. Na ocasião, ele não podia ser detido por ser candidato ao Senado.

Perillo é suspeito de receber R$ 12 milhões de propina da empreiteira Odebrecht, em um desdobramento das investigações da operação Lava Jato, informou o Ministério Público Federal.

Outros empresários, um policial militar, um ex-policial militar e um advogado também foram alvos da Operação Cash Delivery. Todos vão responder pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Em nota, a defesa de Perillo se diz “perplexa” com a prisão. “O Tribunal Regional da Primeira Região já concedeu 2 liminares para determinar a liberdade de duas outras pessoas presas nessa mesma operação, através de decisões de 2 ilustres Desembargadores. O novo decreto de prisão é praticamente um ‘copia e cola’ de outra decisão de prisão já revogada por determinação do TRF1”, disse Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado do ex-governador.

“Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do ex-governador Marconi Perillo, principalmente pelas mencionadas decisões anteriores que já afastaram a necessidade de prisão neste momento”, afirma o texto, que completa: “Esta nova prisão constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados.”

O caso

A operação que resultou na prisão de Perillo foi um desdobramento da Lava Jato e levou em conta as colaborações premiadas de executivos da construtora Odebrecht junto à PGR (Procuradoria-Geral da República).

Segundo as delações, Perillo teria solicitado e recebido propina no valor de R$ 2 milhões em 2010 e R$ 10 milhões em 2014 para favorecer os interesses da empreiteira em contratos e obras no Estado de Goiás.

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