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Polícia

Grupos atacam estação ambiental, rádio e Câmara de Vereadores no CE

Membros de facções criminosas estão presos no estado e serão transferidos para presídios federais

Uma estação ambiental em Icapuí, no litoral do estado do Ceará, foi atacada por suspeitos na noite do domingo (6) e na madrugada desta segunda-feira (7). Grupos incendiaram a estação e uma oficina mecânica na sexta noite consecutivo de violência que atinge do estado desde a quarta-feira (2).

Além disso, de acordo com a Prefeitura de Icó, pela primeira vez uma rádio, localizada na Avenida José Campos Monteiro, foi atacada na madrugada desta segunda. A Câmara Municipal de Icó também foi atacada com, pelo menos, cinco tiros, e um caminhão-caçamba que presta serviço para a Prefeitura também foi atacado.

Na estação ambiental eram realizados projetos sociais para incentivar a economia sustentável na região. Em Fortaleza, o grupo destruiu uma central de telefonia, uma agencia bancária e ateou fogo no prédio do Departamento Nacional de Obras.

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O estopim para a crise na segurança pública teria sido a apreeensão de 400 celulares em presídios do estado. Desde quarta-feira, foram registrados cerca de 100 ataques em todo o estado. Em represália aos ataques foram canceladas visitas nos presídios e retiradas as televisões.

O estado recebeu o reforço de policiamento 300 homens da Força Nacional. Desde quarta-feira, 110 suspeitos foram presos e dois morreram em confronto com policiais.

Cerca de 100 policiais militares da Bahia chegaram para reforçar a segurança no ceará. Eles serão distribuídos pelas cidades atacadas que passam de 30. Além dos agentes da Força Nacional, o estado deve receber ainda policiais de outros estados do nordeste.

Ataques

Os ataques foram feitos após a declaração do novo secretário de Administração Penitenciária do Estado, Luís Mauro Albuquerque, de que não reconhece facções criminosas no Ceará. Ele confirmou que a divisão de presos por unidades não irá mais obedecer a distribuição por vínculos com organizações criminosas.

O governador Camilo Santana, que assumiu na terça-feira (1°) o segundo mandato, para o qual foi reeleito em outubro de 2018, havia dito em janeiro do ano passado que das 441 mortes registradas nos primeiros 29 dias de 2018, 84% eram vinculadas às facções criminosas. O principal grupo criminoso do Ceará é o GDE (Guardiões do Estado).

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