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Acordo com caminhoneiros não vai levar a aumento de imposto

Mesmo após o anúncio de um acordo com o governo nessa quinta-feira (24), caminhoneiros mantêm pontos de manifestação em diversas partes do país.

Pelo acordo firmado ontem à noite entre o governo e representantes dos caminhoneiros, a paralisação seria suspensa por 15 dias.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda não registra desmobilização.

A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) informou hoje à tarde (25) que toda a cadeia produtiva foi afetada pela greve dos caminhoneiros, hoje (25) no quinto dia de paralisação. O setor de laticínios, por exemplo, deixou de coletar 51 milhões de litros de leite por dia nas fazendas, e o produto vem sendo descartado.

O setor estima um impacto de R$ 180 milhões por dia no segmento. A associação também projeta uma perda acumulada de R$ 1 bilhão na área de proteína animal, e empresas relatam a paralisação de fábricas, por falta de espaço para estocar produtos, e o desabastecimento de matérias-primas. 25/05 16:37

Brasiliense enfrenta falta de combustíveis e de alimentos em alguns mercados

O secretário da Casa Civil do GDF, Sérgio Sampaio, esclarece que o governo negocia com os manifestantes para garantir combustíveis para os serviços essenciais no DF.

E na Ceasa ainda são escassos vários itens que vem de fora do Distrito Federal. Tomate, batata-inglesa e limão estão cada vez mais difíceis de encontrar. A previsão dos vendedores da Ceasa é que no sábado (26) já não exista mais nenhum quilo desses alimentos.

Governo paulista garante que PM vai atuar para desobstruir vias
 O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, disse hoje (25), que a liminar obtida pela prefeitura de São Paulo para garantir o abastecimento de serviços essenciais na cidade, apesar da paralisação dos caminhoneiros, será cumprida pela Polícia Militar.

Ontem, atendendo a um pedido da prefeitura de São Paulo, o juiz José Gomes Jardim Neto determinou a “imediata cessação dos atos de protesto que impeçam, obstaculizem ou prejudiquem a saída, transporte ou entrega de combustível para serviços essenciais do município de São Paulo”. Caso a medida não seja obedecida, o juiz fixou o pagamento de multa diária no valor de R$ 1 milhão.

As principais centrais sindicais do país divulgaram nota hoje (25) em que criticam decisão do governo federal de autorizar o uso de forças federais de segurança para liberar as rodovias bloqueadas pelos caminhoneiros caso as estradas não sejam liberadas pelo movimento.

Para as centrais, a medida “é querer apagar fogo com gasolina, ou seja: só vai acirrar o conflito e dificultar uma solução equilibrada”, diz a nota assinada pelos presidentes da CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB. Na nota, as entidades dizem que estão à disposição “como mediadoras na busca de um acordo que solucione o caos social para o qual o país caminha”

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou hoje (25) que abriu procedimento preparatório de investigação para apurar possíveis infrações à ordem econômica no âmbito da paralisação dos caminhoneiros. A investigação leva em conta informações sobre os efeitos dos bloqueios de rodovias e que, após investigação, podem configurar infração à ordem econômica, de acordo com o Cade.

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