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Economia

Setor de serviços cai 0,4% em fevereiro, 2º recuo mensal seguido

Na comparação com fevereiro do ano passado, porém, houve avanço de 3,8%. Comércio e indústria também apresentaram resultados fracos no mês, evidenciando as dificuldades para a recuperação deslanchar.

O setor de serviços recuou 0,4% em fevereiro frente a janeiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da segunda queda mensal seguida.

“Os dois resultados negativos seguidos eliminou completamente a alta de 0,8% registrada em dezembro”, destacou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Já na comparação com fevereiro do ano passado, volume de serviços cresceu 3,8%, sétima taxa positiva seguida nesse tipo de comparação e o melhor resultado desde fevereiro de 2014 (7%).

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Resultado mensal do setor de serviços – variação sobre o mês anterior

No acumulado em 12 meses, a alta passou de 0,2% em janeiro para 0,7% em fevereiro, melhor resultado desde março de 2015 (1%), mantendo a trajetória de recuperação, ainda que lenta.

O IBGE revisou para baixo os dois últimos resultados do setor. Em dezembro, ao invés de uma alta de 1%, o avanço foi revisto para 0,8%. Já em janeiro, a queda foi de 0,4%, maior que a divulgada anteriormente (-0,3%).

Com o resultado de fevereiro, o patamar do volume de serviços prestados no país ainda está 11,4% abaixo de seu pico mais alto, registrado em novembro de 2014. Essa distância, entretanto, já foi maior, tendo chegado a 15,7% em maio do ano passado.

“Na comparação com 2018, há uma melhora [no desempenho do setor]. Mas, olhando a série ajustada, ele ainda encontra dificuldades para deslanchar”, avaliou Lobo.

A receita nominal do setor — que não desconta a inflação do período — também apresentou queda de 0,4% entre janeiro e fevereiro, mas apresentou aumento de 6,5% frente ao mesmo mês de 2018. A receita de serviços subiu 6% no ano e 3,6% em 12 meses.

No acumulado em 12 meses, a alta passou de 0,2% em janeiro para 0,7% em fevereiro, melhor resultado desde março de 2015 (1%), mantendo a trajetória de recuperação, ainda que lenta.

O IBGE revisou para baixo os dois últimos resultados do setor. Em dezembro, ao invés de uma alta de 1%, o avanço foi revisto para 0,8%. Já em janeiro, a queda foi de 0,4%, maior que a divulgada anteriormente (-0,3%).

Com o resultado de fevereiro, o patamar do volume de serviços prestados no país ainda está 11,4% abaixo de seu pico mais alto, registrado em novembro de 2014. Essa distância, entretanto, já foi maior, tendo chegado a 15,7% em maio do ano passado.

“Na comparação com 2018, há uma melhora [no desempenho do setor]. Mas, olhando a série ajustada, ele ainda encontra dificuldades para deslanchar”, avaliou Lobo.

A receita nominal do setor — que não desconta a inflação do período — também apresentou queda de 0,4% entre janeiro e fevereiro, mas apresentou aumento de 6,5% frente ao mesmo mês de 2018. A receita de serviços subiu 6% no ano e 3,6% em 12 meses.

Das 5 atividades do setor de serviços pesquisadas pelo IBGE, 3 registraram queda em fevereiro, com destaque para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,6%), serviços prestados às famílias (-1,1%) e ramos de outros serviços (-3,8%).

“O setor de transportes foi o que liderou essa queda. Posso destacar quatro segmentos para tentar entender esse movimento de queda do setor na passagem de janeiro para fevereiro: transporte aéreo, concessionárias de rodovias, gestão de portos e terminais e transporte rodoviário de cargas”, destacou o gerente da pesquisa.

Segundo o pesquisador, o transporte aéreo foi afetado pela margem de comparação alta e pelo efeito calendário. Em janeiro, mês de férias, a venda de passagens foi elevada, enquanto o mês seguinte, sem carnaval neste ano, registrou queda.

Na outra ponta, houve avanço no volume de serviços de informação e comunicação (0,8%). Já os serviços profissionais, administrativos e complementares mostraram estabilidade em fevereiro.

Variação do volume de serviços em fevereiro, por atividade:

  • Serviços prestados às famílias: -1,1%
  • Serviços de alojamento e alimentação: -0,5%
  • Outros serviços prestados às famílias: -2,1%
  • Serviços de informação e comunicação: 0,8%
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação: 0,8%
  • Telecomunicações: -1,1%
  • Serviços de tecnologia da informação: 4,8%
  • Serviços audiovisuais: 0,4%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: zero
  • Serviços técnico-profissionais: 1,9%
  • Serviços administrativos e complementares: -0,7%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -2,6%
  • Transporte terrestre: -0,4%
  • Transporte aquaviário: 0,2%
  • Transporte aéreo: -15,5%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: -4,9%
  • Outros serviços: -3,8%

No acumulado do primeiro bimestre de 2019, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços cresceu 2,9%, com expansão em todas as cinco atividades. O maior crescimento foi registrado pelos serviços de informação e comunicação (4,8%).

Segundo o IBGE, a atividade foi beneficiada pelo aumento da receita das empresas que atuam nos segmentos de consultoria em tecnologia da informação, de telecomunicações, de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet e de desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis.

Por estados

Das 27 unidades da federação, 22 registraram queda no volume dos serviços em fevereiro. Os maiores recuos foram registrados no Rio de Janeiro (-3,2%) e Distrito Federal (-4,5%). Já a principal contribuição positiva veio de São Paulo (1%).

Recuperação lenta e perspectivas

O resultado fraco de serviços em fevereiro acompanha o comércio, cujas vendas ficaram estáveis na comparação com janeiro. Segundo o IBGE, o patamar de vendas do comércio segue 6,6% abaixo de seu ponto mais alto, alcançado em outubro de 2014.

Já a produção industrial cresceu 0,7% em fevereiro, mas ainda acumula queda 0,2% no ano.

Pesquisa Focus realizada pelo Banco Central e divulgada na véspera mostrou que o mercado reduziu a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 pela 6ª semana consecutiva. A expectativa é de uma alta de crescimento de 1,97% do PIB neste ano, após alta de 1,1% em 2018 e 2017.

Fonte:G1.com

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