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Coluna do Udes Filho

Flávio Dino pode passar por “aperto” em seu 2º governo

Prevendo o pior, alguns deputados federais eleitos e reeleitos já estão se preparando para agir como ‘bombeiros’ para apagar eventuais incêndios que possam surgir na relação do governador maranhense com o próximo presidente.

A análise da Coluna do Udes Filho nada tem de paixão política ou linha editorial de oposição, já que quem a assina a coluna votou e fez campanha para Flávio Dino nas duas eleições. Tudo é uma questão de se observar os fatos e os cenários políticos nacional e regional. 

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB)

O projeto político do governador Flávio Dino de chegar ao Planalto ou Senado em 2022, não será tão fácil quanto foi a sua reeleição ao governo do Maranhão. A derrota do PT e a crise do país podem atrasar o primeiro ou o segundo sonho do comunista.

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Mesmo lutando contra o desgaste político antecipado, se precavendo com a implantação do polêmico pacote anticrise, o governador maranhense enfrentará tempos difíceis que exigirão mais aperto fiscal, menos gastos públicos e pouco espaço para novas alianças políticas. Afinal, novas alianças sempre esperam algo em troca do casamento.

Com país ainda em grave recessão, a oposição de Dino ao governo Bolsonaro pode trazer problemas ao Maranhão. Na avaliação deste colunista, se entrincheirar, agora, antes mesmo dos primeiros três ou seis meses da gestão do presidente eleito, é ir para o confronto direto com 55.205.640 eleitores, ou seja 55,54% dos votos válidos do Brasil. O desgaste nacional é inevitável!

Nessa situação, ainda que os repasses da União sejam mantidos por força constitucional, dificilmente o Maranhão terá dinheiro novo para investir em obras de infraestrutura, de que tanto necessita.

Sem recursos para investimentos, Flávio Dino corre o risco de se transformar em mero administrador da folha de pagamento dos servidores públicos. E com a devida transparência exigida nos momentos de crise.

Mesmo que ele esqueça seu projeto político futuro e decida apoiar o futuro presidente, ainda assim, nada será fácil para o Maranhão, mas o comunista poderia respirar melhor.

Essa possibilidade passa por vários aspectos que vão desde o seu partido ao campo em que ele milita. Prevendo o pior, alguns deputados federais eleitos e reeleitos já estão se preparando para agir como ‘bombeiros’ para apagar eventuais incêndios que possam surgir na relação do governador maranhense com o próximo presidente.

Além disso, o chefe do executivo estadual deve reunir seu secretariado para discutir corte nas despesas e exigir austeridade nos gastos públicos. E não está descartada a extinção de órgãos e demissão de comissionados.

Apesar da análise da Coluna, é importante ressaltar que Flávio Dino não é uma criança política. Venceu o grupo Sarney para chegar ao primeiro mandato de governador. Quatro anos depois, foi reeleito, praticamente, destruindo o poderio político da família que durante décadas foi a dona do Maranhão. Com esse perfil, é de se esperar que Flávio Dino saiba muito bem que pedras mexer nos tabuleiros da politica local e principalmente nacional.

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