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Coluna da Célia Lima

Sexta de Hip Hop no Centro Histórico

CCVM realiza Show Cypher Cidade Operária do Festival Kebrada

O Festival Kebrada, evento promovido pelo Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), que reúne 60 artistas neste grande encontro do Hip Hop no Maranhão e começou na última quinta-feira (29), realiza amanhã (07), das 18h às 21h, o show “Cypher Cidade Operária”, encerrando a programação da segunda semana do festival, organizada pelo cantor Costelo, curador do evento da área Cidade Operária.

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  Sobem ao palco na noite de sexta, o DJ Adaga, Felipeza, os grupos 5ª Potência, Casa Loca, Aliens Rap, A Tribo, Ilha Gang, Mano Magrão  e o grupo de dança de rua, Revolução das Ruas.  Os shows serão apresentados por Preto Fiel.

Festival Kebrada

O CCVM, movido pelo respeito e admiração pela Cultura Hip Hop, convidou pessoas referenciais do movimento no Maranhão para serem curadores do evento e criarem de forma colaborativa o conceito e a programação deste festival, que chega apostando no conhecimento e na formação, tanto para artistas quanto para os iniciantes e admiradores da cultura Hip Hop. Mc Alcino é o curador da primeira semana, reunindo os artistas do Itaqui-Bacanga, já a segunda semana tem a curadoria de Costelo, que reuniu artistas da Cidade Operária e algumas outras quebradas. Jonas e Glauciane Pires são os curadores da terceira semana, reunindo os artistas da Divinéia. Todos juntos programaram a última semana e convidaram artistas de fora, que chegam para trocar com os maranhenses: Mc Kdu dos Anjos (Belo Horizonte), Vitinho do Passinho (Belo Horizonte) e Mc Marechal (Rio de Janeiro).

O Kebrada, oficialmente lançado no dia 22 de novembro, segue até o dia 22 dezembro e conta com 60 artistas (locais e de outros estados), 31 shows, 4 apresentações de dança, grafitagem coletiva, 25 oficinas, 2 conversas abertas, 3 apresentações de dança e batalhas com premiação (rima, b.boy e passinho). Toda a programação é gratuita.

Show Cypher Cidade Operária

SEXTA (07/12), DE 18 H ÀS 21H

DJ ADAGA

Adaga é uma referência do Hip Hop no Maranhão. DJ e beatmaker, suas influências vão da música africana aos black beats dos guetos norte-americanos, passando pela ancestralidade dos elementos da cultura popular maranhense. No final dos anos 1990, em parceria com a Ong francesa Gamond de La Rue,ministrou oficinas para jovens franceses imigrantes de países africanos e do Oriente Médio.

FELIPEZA

As vivências ao lado do rapper e escritor MV Bill e do Afro Reggae, com os quais trabalhou no Rio de Janeiro, incentivaram Felipe José – o Felipeza, a se tornar cantor e compositor. Em 2012, criou a banda Plano Soma, que se apresentou em vários estados da região nordeste. Em carreira solo, desde 2015, em suas composições Felipeza ressalta o papel conscientizador que a música pode ter.

5ª POTÊNCIA

No cenário musical, desde 2004, a banda 5ª Potência surge das quebradas das periferias de São Luís. Formada por Maykel Jamerson (guitarra), Márcio “Mask” (Baixo), Sidney (Bateria),  Lúcio Franklin (guitarra), Salomão Junior e Carlos “Hell” nos vocais, o grupo valoriza suas origens, com letras ativistas e conscientes, fazendo “música atitude” . Suas composições incorporam nuances de ritmos locais como Tambor de Crioula, Bumba-Meu-Boi e  influências do Reggae.

CASA LOCA

A banda Casa Loca surge em 2013, reunindo músicos com gostos e referências musicais diferentes. A formação traz F. Spotti (vocal), Adnon Soares (guitarra), Raflea (baixo), Luciano Ricardo (bateria) e DJ Alladin nas pick-ups. A banda tem como mascote o Rato de Dread, que interage com o público e com os músicos.  Em 2014, o grupo lançou seu primeiro disco, Um de Onze, com faixas que transitam por diversas sonoridades, mas sempre com uma linha vocal conduzida pelo rap.

ALIENS RAP

O Aliens Rap é composto pelos rappers/compositores Caliel Carneiro e Cristiano Gomes e pelo produtor/beatmaker, Caio Cutrim. O grupo já gravou o EP “Outra Dimensão” e este ano entrou em estúdio para preparar o seu novo CD, com uma pegada R&B. Em suas letras, temas socio comportamentais que conclamam a paz e criticam a exploração e a opressão que as minorias sociais sofrem no dia a dia no Brasil

A TRIBO

A banda surgiu em 2017, em Chapadinha e ganhou notoriedade na região do Baixo Parnaíba antes de chegar pelas bandas da Ilha magnética. Composta por Paulo Henrique (Peh) e Matheus Henrique (Indío Rasta) nos vocais, Mc Ajhamor e pelo DJ Moíses, teve seu primeiro sucesso, “Doses de Amor”, lançado no YouTube.  Dois álbuns estão em suas plataformas digitais, com nove músicas autorais.

MANO MAGRÃO

Morador da periferia de São Luís, Mano Magrão teve contato com a cultura Hip Hop no final da década de 1990.  Além de Mc, é professor de História e Mestre em História Social.  Em sua poesia cantada, temas atuais se relacionam ao cotidiano das periferias. Ao longo de quase duas décadas de carreira, já se apresentou por diversos estados brasileiros, como Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco. É música para sentir e pensar!

 

ILHA GANG

Criado em 2014, o Ilha Gang tem no comando os Mc’s RM (Rodrigo Mendes), KL (Klesio Júnior), NK (Arthur França) e JP (Júnior Ribeiro). A vida da periferia é o mote da poesia dessa galera, que fala de criminalidade, preconceito e opressão.

REVOLUÇÃO DAS RUAS

O grupo surgiu em 1997, no bairro da Divinéia, onde jovens se reuniam para curtir dança urbana. Após convite para fazer parte de um projeto socioeducativo nas periferias francesas – utilizando a dança como em oficinas e shows – o grupo ganha notoriedade e reconhecimento internacional. O Revolução das Ruas já apresentou grandes espetáculos, como Quilombo e Malandragem, em diversas cidades da Europa, África e Brasil.

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