Por Udes Filho
(Com informações da ASMIRG-BR)
A realidade no setor do gás de cozinha é reflexo de um total abuso de poder por parte de um pequeno grupo de empresários, um triste retrato de um Brasil onde a população de baixa renda, em especial, paga a conta. Segundo dados da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – o gás de cozinha poderia estar sendo comercializado hoje, no Brasil, por R$ 25,00.
Uma matemática simples e comprovada facilmente, uma vez que o setor revenda aplica na venda a varejo uma media de margem de lucro bruto em torno dos R$10,00. Já os dados apresentados pela ANP demonstram Companhias Distribuidoras atuando no Brasil com margem superior a 200 %.
Em São Luís as Compnhias Distribuidoras de Gás compram o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), ou gás de cozinha, de 13kg, por aproximadamente R$ 15,34, mas repassam ao consumidor final ao preço de R$ 45,00.
De acordo com a Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR, trata-se de um produto subsidiado pelo Governo Federal, dinheiro do povo brasileiro que segundo dados apresentados pela ANP mostram que alguém esta promovendo um enriquecimento ilícito no Brasil.
Deveria haver uma fiscalização rigorosa em cima da atuação da Petrobras no mercado do GLP, por parte de órgãos competentes como o CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica, e das Promotorias de Defesa do Consumidor, dos Estados Brasileiros.
“Fazemos aqui nosso alerta de forma a buscar o questionamento e soluções para estas questões, a população brasileira e nossas revendas estão sendo massacradas por um pequeno grupo que visam uma lucratividade no Brasil acima de qualquer conceito da razoabilidade”, desabafa Alexandre Borjaili, presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR.
Ainda de acordo com Alexandre Borjaili , é preciso esclarecer a população do porque viajar hoje de avião, em muitas vezes, é mais barato que comprar um botijão de gás de cozinha, produto base para a alimentação do povo brasileiro. “Um produto de utilidade pública, subsidiado pelo Governo Federal não deveria ser tratado de forma tão vergonhosa”, desabafa.






