Os possíveis 12 que Tite não chamou, e por que razão

Até definir, com a sua Comissão Técnica, os 23 atletas da seleção do Brasil para a Copa da Rússia, Adenor Bacchi, o Tite, obviamente acumulou horas, dias, até semanas, de exaustivas discussões. Claro, se não existe a mais escassa possibilidade de unanimidade ou sequer de concordância entre os supostos especialistas e entre os torcedores, não se fantasie que tenha ocorrido uma harmonia absoluta na CT. Como disse o próprio Tite, logo depois da revelação, “doeu não convocar o Alex Sandro”. E seguramente ele se incomodou ao se obrigar a várias outras decisões.

Tite e Edu Gaspar, por exemplo, bem que poderiam ter justificado mais claramente os motivos das escolhas de Fred e Taison, em detrimento, digamos, de Arthur e Luan, ou Rodriguinho. Ora, ambos atuam nas mesmas plagas da Copa, Taison desde 2010 e Fred desde 2013. Conhecem o idioma russo. Auxiliarão os colegas nas suas folgas e nas suas compras…

Neto (Valencia/ESP)
Da seleção olímpica que ficou com a prata nos Jogos de Londres/2012. Mas, entre 2015 e 2017, foi mero reserva de Buffon na Juventus. Daí, se escondeu em La Liga.

Vanderlei (Santos)
Excelente no Brasileiro de 2017, nem assim entrou nos planos de Tite. Ocupa uma posição que pede bem mais do que a qualidade e que exige bastante convivência.

Rafinha (Bayern/ALE)
Talentoso. Mas um ciclotímico que troca de humor várias vezes numa mesma pugna. Por pedantismo proporcionou um gol ao Real Madrid nas semis da presente CL.

Dedé (Cruzeiro)
Talvez o central mais clássico do País. Porém, perseguido por sucessivas contusões nos músculos, nos ossos e nos ligamentos. Um risco que Tite evitou correr com os 23.

Rodrigo Caio (São Paulo)
Acumulou prestígio pelo seu excelente desempenho nos Jogos Olímpicos do Rio/2016. Ao lado de Marquinhos, aliás. Pode até jogar de volante. Contudo, “fala muito”, coisa que Tite desdoura.

Alex Sandro (Juventus/ITA)
Inexplicável ausência, principalmente depois da lesão de Daniel Alves. Um dos coringas da “Senhora” do Hepta, capaz de apresentar habilidades em múltiplas funções,

Gil (Shandong Luneng/CHI)
Talvez um dos titulares de Tite, não estivesse tão afastado dos seus olhares diretos e de um certame mais duro e mais difícil. O treinador escolheu se esquecer da sua preciosa seriedade.

Diego (Flamengo)
Impossível considerá-lo veterano aos 33 anos, quase a idade de Miranda, Thiago Silva, Fernandinho, Geromel, Filipe Luís. Mas, só voltou à seleção quando Tite não teve os exportados.

Giuliano (Fenerbahce/TUR)
Eclético, bom na marcação e no passe, embora atire pouco à meta do inimigo. Escondido no campeonato dos otomanos. E além disso, de utilitário o treinador já dispunha de Fred.

Rodriguinho (Corinthians)
Outro dos coringas à disposição de Tite. Que talvez tenha pensado em não levá-lo para não desfalcar em demasia o clube. Pena. Uma ótima opção para qualquer posição.

Arthur (Grêmio)
Inexplicável ausência. Um astro na Libertadores, pode funcionar tanto como volante ou como armador. Seria impecável num certame que pede muita polivalência.

Luan (Grêmio)
Inexplicável ausência. Especialmente porque compôs um trio infernal com Neymar e Gabriel Jesus no Rio/2016. Talvez de fora, também, para não desfalcar seu clube.

Fonte:R7

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