Jô quer ficar, mas Corinthians espera investida do exterior

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O centroavante Jô já deixou claro algumas vezes que o seu plano é continuar no Corinthians para a próxima temporada, principalmente por ter a oportunidade de disputar sua primeira Libertadores da América com a camisa do clube do coração. No Alvinegro, porém, não há quem assegure a permanência do artilheiro do Campeonato Brasileiro para o ano que vem.

Pessoas ouvidas pela reportagem da Gazeta Esportiva nos últimos dias confirmam a vontade do goleador em permanecer no Parque São Jorge, principalmente pelo ótimo desempenho na última temporada e pela real possibilidade de ser convocado à Seleção Brasileira. Escolados pelo desmanche de 2015, no entanto, os corintianos preferem esperar.

“Não dá para saber quando alguém vai vir com uma bolada de dinheiro. Ele foi o melhor do Brasileiro, tem lenha para queimar…”, explicou um funcionário do departamento de futebol do clube, exemplificando por que, mesmo com as declarações de amor de Jô, ninguém consegue garantir que ele será o comandante do ataque corintiano em 2018.

“Todo mundo pode lembrar de 2015, quando a gente terminou o ano achando que éramos favoritos para a Libertadores, mas perdemos seis titulares ainda em janeiro”, comentou o técnico Fábio Carille, presente ao prêmio Bola de Prata, na segunda-feira. O treinador, por sinal, já deixou claro que não tem qualquer segurança a respeito de quem continuará no Timão.

Aos 30 anos, Jô tem sido cada vez mais enfático sobre as chances de saída. Ainda que outrora tenha cogitado deixar o clube para retornar à Europa, ele diz que já errou bastante na carreira e não quer repetir os desvios cometidos.

“Como falei quando acabou o campeonato, eu tenho contrato até o fim de 2019. As mensagens que recebo e o carinho que o torcedor tem comigo me fazem me sentir muito importante. Não tem nada de sair, apenas especulações. Vou descansar nas férias com a família para depois focar em 2018 e ter outro grande ano”, prometeu na segunda-feira, assim como havia feito ao final do Brasileiro.

O temor, no entanto, deve se seguir até o final de janeiro, quando se fecham as janelas de contratações dos países europeus. Coincidentemente, é nessa época (3 de fevereiro) que o clube passará por uma eleição presidencial, na qual as contas a pagar, principalmente o estádio de Itaquera, são tema recorrente.

Dessa forma, sem possibilidade de aumentos vultuosos de salário, como foi feito para segurar Rodriguinho, devido à condição financeira do clube, o Timão dificilmente recusaria uma investida que satisfizesse os interesses do seu atleta.

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