Doença que matou Paulo Silvino é a terceira mais letal entre homens

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A doença que levou Paulo Silvino a óbito há menos de um mês é mais comum do que se imagina. Segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de estômago é o terceiro mais frequente no Brasil em homens – atrás apenas dos de pulmão e próstata – e, entre as mulheres, o quinto.

A patologia acontece quando as células sofrem alterações e se multiplicam pelo corpo de maneira errada. Fernando Moura, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, esclarece que a doença está associada ao tipo de alimentação e ao estilo de vida dos pacientes.

— O hábito de fumar aumenta o risco de câncer de estômago. Existem mais de 100 compostos químicos carcinogênicos no cigarro, entre eles o benzeno. O sal em excesso, presente em alimentos, pode danificar a mucosa do estômago, se consumidos com frequência.

O câncer gástrico se apresenta em três tipos distintos: o adenocarcinoma, presente em 95% dos casos, afeta a saúde dos tecidos epiteliais glandulares, que armazenam substâncias vitais ao corpo. Os linfomas (3%), que acometem o sistema linfático [responsável por drenar e filtrar o excesso de líquido que sai do sangue e abastece as células], e os leomiossarcomas (2%), que atingem tecidos ósseos e musculares, completam a lista.

A doença não é hereditária e a incidência é mais frequente em pessoas a partir dos 50 anos — de acordo com o Inca, esta faixa etária corresponde a 65% dos casos diagnosticados. A partir desta idade, é recomendável a visita a um gastroenterologista [profissional que cuida do sistema digestório] pelo menos a cada dois anos para a realização de endoscopia, exame que detecta a doença através da observação interna do órgão por meio de um tubo introduzido pela boca.

Diagnóstico e prevenção

Além de ser frequente, o câncer estomacal preocupa por outro fator: a detecção precoce é difícil.

— É preciso estar atento aos seguintes sintomas: perda de peso, anorexia, náuseas e vômitos, dor abdominal, diminuição do apetite, dificuldade de deglutir ou de engolir, anemia e vômitos com sangue.

O tratamento mais indicado é a cirurgia, que pode retirar parte ou todo o estômago.

— Após o diagnóstico definitivo, pode envolver cirurgia, quimioterapia, terapia com anticorpo monoclonal, radioterapia e imunoterapia. O tipo de tratamento dependerá da extensão e tipo do câncer, bem como das condições clínicas do paciente.

Ainda de acordo com o órgão, cerca de 20.520 novos casos da doença foram estimados em 2016, sendo 12.920 em homens e 7.600 em mulheres. Além do Brasil, a alta mortalidade pelo câncer gástrico está presente em países como Costa Rica, Chile, Colômbia e Japão.

Além do humorista, a doença já atingiu Dener Pacheco e Edílson Buba. O ator morreu com 28 anos, e o ex-BBB, 34, respectivamente.

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